Sem dourar a pílula #7 - Work(shop)
O primeiro encontro.
Separei a palavra do título porque, além de vos falar sobre a primeira sessão de um workshop relacionado com maternidade que fiz, reflete tudo o que tem sido a minha vida nas últimas semanas: trabalhar e fazer compras (lembram-se daquela newsletter em que eu dizia que não tinha comprado nada ainda e me estava a aguentar muito bem? Esqueçam lá isso. Alguém me tire o acesso aos cartões que o nesting está a bater forte - ontem à noite organizei sacos. Sim,sacos.).
Ora, o workshop.
Já tinha confessado que estou numa fase em que não tolero muito bem que haja grávidas no mundo, que não eu. São os últimos meses da minha vida em que serei o centro do mundo e gostava de o ser sozinha - obrigada, desde já! Portanto meter-me num workshop para grávidas já de si seria motivo para uma hora de terapia.
Acontece que aprendi mais com elas (as que estão prestes a rebentar a bolha, perdoem-me a expressão) do que com a querida da enfermeira que me quis ensinar a rebolar as ancas (não era a Shakira, mas era uma aula sobre fisioterapia pélvica).
Parece que ultimamente, em todas as formações que faço, os excelentíssimos instrutores se apoiam em vídeos do YouTube para educar quem paga para ter alguma informação que não pudesse pesquisar sozinha. No mínimo, podiam pagar o premium, para que numa sessão com oito mulheres que vão provavelmente passar o verão (os próximos anos??) sem viajar, não comece a formação com um anúncios aos destinos paradisíacos da TAP a baixos preços. Oh, a ironia.
Quando digo
que aprendi mais com elas do que com a enfermeira, não estou a falar mal da enfermeira. Já a qualifiquei como querida e sem dúvida passou informação útil e tirou todas as dúvidas que existiam.
Só que as grávidas de segunda viagem ou a chegar aos nove meses têm uma espécie de street smart, sabem? Não li em nenhum livro - também só li meio… - que se me podem prender os tendões dos dedos sem motivo e isso não é motivo para chamar o 112 por estar a ter um AVC. E , certamente, não li em nenhum livro que podia usar a medicação dos enjoos para dormir melhor à noite!! (É melhor que não o façam sem confirmar com a vossa médica, está bem? Foi informação de candonga passada por baixo de uma bola de Pilates).
Quase saí dali a querer que fossem minhas amigas (calma, calma, também não é para tanto). O que sei é que foi hora e meia que passou a voar, porque, imagine-se, estar com pessoas a passar por situações parecidas com a nossa, dá conforto. Por isso, apesar de não me identificar com espaços bege, onde as pessoas andam descalças e usam bolas de Pilates, foi uma experiência positiva. Felizmente, porque tenho outras sessões de outros temas e esses já contam com a presença dos pais também. Aguardem os próximos capítulos.
Todas as segundas, às 8h, começa a tua semana com a medicação recomendada por médico nenhum. Um comprimido com efeito placebo, mas sem efeitos secundários, ou uns pílula que não foi dourada sobre o novo mundo que estou a descobrir.
Se conhecerem quem goste de tolices e reflexões inconsequentes, partilhem!

